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quinta-feira, 30 de novembro de 2023

TJDFT: Empresa de telefonia é condenada a indenizar consumidor por cobranças abusivas

Empresa de telefonia é condenada a indenizar consumidor por cobranças abusivas

por RS — publicado há 19 horas

A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal condenou a Claro S/A ao pagamento de indenização a um cliente, por realizar ligações excessivas com o intuito de cobrar dívida indevida. A decisão fixou a quantia de R$ 3 mil, por danos morais. Além disso, a Justiça determinou a rescisão do contrato e a empresa está proibida de realizar novas cobranças ao consumidor.

De acordo com o processo, o autor solicitou cancelamento de contrato, por insatisfação com os serviços prestados e procedeu ao pagamento da última fatura, relativos aos dias efetivamente utilizados no mês. O consumidor relata que, mesmo depois de pedir o cancelamento, continuou a receber cobranças da empresa. No recurso, sustenta que a ré fez excessivas ligações para cobrar dívida indevida, o que extrapola o bom senso. Por fim, argumenta que esse excesso o atrapalhava nas suas atividades, pois recebia entre 20 e 30 ligações diárias.

Ao julgar o caso, a Turma explica que realizar cobranças é um exercício regular do direito do credor, mas afirma que é vedada exposição do devedor ao ridículo.  Destaca que, apesar de não ter ocorrido a inscrição do consumidor no cadastro de proteção ao crédito, ocorreu “relevante importunação do recorrente/requerente antes as diversas ligações de cobrança, derivadas de um débito declarado inexistente[...]”, disse.

Por fim, o colegiado ressalta que a forma como se deram as cobranças, “excessiva e reiteradamente”, ultrapassam o dissabor cotidiano. Portanto, “o ato ilícito do recorrido/requerido, especialmente quando se verifica que a cobrança foi indevida e abusiva, gerando o dever de reparar os danos dali surgidos, nos termos dos artigos 186 e 927 do CC de 2002, inclusive o dano moral”, finalizou.

A decisão foi unânime.

Acesse o PJe2 e confira os processos: 0701165-60.2023.8.07.0003

TRF1: DECISÃO: Servidor público federal que requereu e preencheu os requisitos na vigência da MP tem direito ao desligamento pelo PDV

 

DECISÃO: Servidor público federal que requereu e preencheu os requisitos na vigência da MP tem direito ao desligamento pelo PDV

28/11/23 12:44

Crédito: Ascom/TRF1DECISÃO: Servidor público federal que requereu e preencheu os requisitos na vigência da MP tem direito ao desligamento pelo PDV

De forma unânime, a 9ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) deu provimento à apelação de um servidor público federal para obter a reforma da sentença que julgou improcedente seu pedido de desligamento voluntário por intermédio do Programa de Desligamento Voluntário (PDV).

Ao analisar os autos, o relator do caso, desembargador federal Euler de Almeida, destacou que o autor formalizou seu requerimento ao PDV dentro do prazo e atendeu a todos os requisitos legais.

Assim, disse o magistrado, caberia tão somente à Administração Pública formalizar o ato de exoneração requerido com a efetivação da sua publicação. Portanto, afirmou que não é possível à Administração alegar “perda de eficácia da medida provisória para desincumbir de publicar a exoneração do servidor, visto que a relação jurídica já se encontrava consolidada”.

O Colegiado deu provimento à apelação para anular a sentença e determinar que a União providencie a exoneração do servidor por adesão ao PDV, com a respectiva indenização.

 

Processo: 1003487-91.2018.4.01.4000 

Data do julgamento: 02/10/2023 

IL/CB 

Assessoria de Comunicação Social 

Tribunal Regional Federal da 1ª Região  


TRF1: DECISÃO: Professora da Secretaria de Educação pode acumular cargo com o de músico da FUB

 

DECISÃO: Professora da Secretaria de Educação pode acumular cargo com o de músico da FUB

29/11/23 13:48

DECISÃO:  Professora da Secretaria de Educação pode acumular cargo com o de músico da FUB

A 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu, de forma unânime, negar a apelação interposta pela Fundação Universidade de Brasília (FUB) após a sentença ter julgado procedente o pedido de uma candidata para anular o ato administrativo que tornou sem efeito sua nomeação para o cargo de músico, concedendo a reserva de vaga até o fim da ação, tendo em vista a suspensão do concurso em virtude da pandemia da Covid-19.

Consta dos autos que a autora é professora da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal (GDF), com carga horária de 40 horas semanais. No tocante ao cargo da UnB, observa-se uma carga horária de 25 horas semanais. O magistrado de primeira instância entendeu ficar evidente a compatibilidade de horários entre os cargos, o que garante à autora a possibilidade de cumulação deles. Segundo explicou, em meios acadêmicos é habitual a ocorrência de aulas em períodos noturnos e aos fins de semana.

Ao analisar os autos, o relator, juiz federal convocado pelo TRF1 Marcio Sá Araújo, sustentou que o Tribunal tem entendido que é possível a cumulação do cargo de magistério com um de técnico sempre que haja compatibilidade de horários, situação que deve ser analisada durante o desempenho das respectivas atribuições pela Administração Pública.

O voto do relator foi acompanhado pelo Colegiado.

Processo: 1023453-26.2020.4.01.3400

 

Data do julgamento: 14/11/2023 

IL/CB 

Assessoria de Comunicação Social

Tribunal Regional Federal da 1ª Região